Tenho aprendido com Rubem Braga o
valor da crônica e o seu incrível poder de descrever o que chamo de "alma
do cotidiano". Se eu tivesse de sintetizar a sua essência através de um
único vocábulo, o mais adequado seria simplicidade. Isso porque, mesmo sendo
um gênero que valoriza os acontecimentos do dia a dia, é capaz de revelar os complexos
padrões subjacentes nessa aparente repetitividade. E essa, meus caos, é uma
façanha comparável somente à poesia que, indubitavelmente, é o estilo mais
livre que eu conheço. Mas agora que a crônica ressurgiu em meu horizonte, essa certamente
será uma batalha acirrada, porque a poesia sempre foi minha segunda pele. Por
outro lado, descrever minha rotina de uma forma desprendida rotina parece-me
algo bem desafiante...
terça-feira, 5 de junho de 2012
Mara e o Mar
O Mar está lhe chamando, Mara... Vá nessa, Mara... Vá nessa. A borboleta está adejando sobre as ondas, enquanto a brisa devassa seu corpo nu, seus pés na areia fria, sua face estática, os olhos vidrados no Mar, Mara.
sábado, 19 de maio de 2012
Nas profundezas
Chega de habitar o submundo da superfície, a falsa realidade! Quantos peixes morrem no leito do rio durante a estiagem? E quantos morrem na ponta do anzol? Agora eu vou perscrutar as zonas abissais, profundezas dos oceanos submersos da alma, o mundo verdadeiro, sair do teatro de sombras, da roda samsárica.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Descobertas e Recomendações
Antes de tudo eu quero agradecer a Deus por ter chegado até este ponto e poder escrever estas singelas palavras. E por falar no Divino, confesso que não existe nada melhor que um trabalho espiritual para limpar a alma e clarear a mente, sabe? Estou me sentindo realmente revigorado. Sinto como se todos os vasos sanguíneos e os poros do meu corpo etérico tivessem sido desobstruídos, sinto a corrente elétrica que percorre meu corpo e o magnetismo sutil. É uma respiração leve, livre daquela densidade de antes. É mais do que isso, é a felicidade em sua verdadeira forma. Diferentemente do mero prazer que se esvai como as areias de uma ampulheta, a felicidade é um estado de êxtase consistente e tonificante. E isso só se alcança minerando fundo nas entranhas do próprio ser, lapidando a matéria prima e transformando em joia como um ourives ou então forjando suas espada e seu escudo como um ferreiro. Parece alguma estória fantástica, mas é a realidade suprema e mais: tudo o que acontece tem uma razão de ser, que nem sempre é racional. Certas coisas só são decifráveis pela emoção.
Minha semana pode ser definida em uma palavra: mantras! Tenho ouvido quatro mantras que têm sido o meu porto seguro e uma fonte de autoconhecimento: Gayatri Mantra, Triambakam, Ganesha Maha Mantra e Hanuman Chalisa. Resumindo, o primeiro é mantra de iluminação, o segundo, um mantra transformação de Shiva, o terceiro é para retirar obstáculos e último conta a história do deus Hanuman. Não vou ficar aqui destrinchando esses mantras porque eu mesmo ainda estou estudando e inclusive tenho muito estudo pela frente. Basta dizer o seguinte: Gayatri é um dos nome de Saraswati, esposa do deus supremo Brahma e é protetora das artes, música, literatura e ciência. o Senhor Shiva é o deus destruidor e transformador da trindade hindu Brahma-Vishnu-Shiva. Ele representa a morte do que é velho e não nos serve mais e o renascimento do novo. Ganesha é o deus com cabeça de elefante e filho de Shiva. Ele representa a abundância e é o eliminador de todos os obstáculos, sejam materiais ou espirituais. Já o deus Hanuman foi uma das encarnações do Senhor Shiva dos A mensagem que eu deixo é: apenas sinta. Eis o material recomendado para estudo:
Minha semana pode ser definida em uma palavra: mantras! Tenho ouvido quatro mantras que têm sido o meu porto seguro e uma fonte de autoconhecimento: Gayatri Mantra, Triambakam, Ganesha Maha Mantra e Hanuman Chalisa. Resumindo, o primeiro é mantra de iluminação, o segundo, um mantra transformação de Shiva, o terceiro é para retirar obstáculos e último conta a história do deus Hanuman. Não vou ficar aqui destrinchando esses mantras porque eu mesmo ainda estou estudando e inclusive tenho muito estudo pela frente. Basta dizer o seguinte: Gayatri é um dos nome de Saraswati, esposa do deus supremo Brahma e é protetora das artes, música, literatura e ciência. o Senhor Shiva é o deus destruidor e transformador da trindade hindu Brahma-Vishnu-Shiva. Ele representa a morte do que é velho e não nos serve mais e o renascimento do novo. Ganesha é o deus com cabeça de elefante e filho de Shiva. Ele representa a abundância e é o eliminador de todos os obstáculos, sejam materiais ou espirituais. Já o deus Hanuman foi uma das encarnações do Senhor Shiva dos A mensagem que eu deixo é: apenas sinta. Eis o material recomendado para estudo:
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Os Vingadores: O Homem de Ferro segura o tranco
Os Vingadores (The Avengers), o mais recente da nova safra de filmes de super-heróis da Marvel, estreou na última sexta-feira, dia 27 de Abril. A equipe overpower de super-heróis é composta por ninguém menos que o deus asgardiano Thor, o antiquado e caxias Capitão América, o tímido Dr. Bruce Banner ou o incrível Hulk, o fanfarrão e sarcástico Tony Stark ou o Homem de Ferro e os agentes da S.H.I.E.L.D Viúva Negra e Gavião Arqueiro. Todos os quatro heróis acima tiveram seus próprios filmes, parte integrante da estratégia da Marvel, e que culminaram na presente película. Verdade seja dita, e a própria Marvel com certeza sabe disso: de todos os filmes citados, os do Homem de Ferro (1 e 2) foram de longe os melhores, seja pela atuação brilhante de Robert Downey Jr, como ele encarnou magistralmente o personagem ou a própria adaptação dos quadrinhos para o cinema, sem esquecer dos vilões, sobretudo do segundo filme. Na história do Thor, o que mais me fascinou foi a inteligente analogia que fizeram para explicar as viagens intergalácticas dos deuses asgardianos. Eles tinha uma espécie de máquina capaz de gerar buracos de minhoca (wormholes) e assim viajavam para outros planetas. Desse modo, foram caracterizados como extraterrestres. Isso foi extremamente sagaz. De resto, a jornada do herói de Thor foi muito fraca, sem um vilão à altura, mas eu admito que é difícil encontrar páreos para um Deus. Os dois filmes do Hulk eu prefiro nem comentar, porque foram estranhos demais, os vilões piores ainda. O que salvou foi a atuação de Edward Norton no segundo título. O filme do Capitão América, repleto de ação e ambientado na segunda guerra mundial, sob a atmosfera nazista, tinha a trama perfeita, um vilão até interessante, não fosse a fraca atuação de Chris Evans, o Tocha Humana d'O Quarteto Fantástico. Dito isso, que venha o prato principal!
As apresentações acima, evidentemente, não foram despropositadas. Cada um desses heróis tem sua importância no enredo, mas o Homem de Ferro é o fio condutor do enredo e isso sem dúvida se deve ao tremendo sucesso de seus dois filmes. Estou bastante ansioso para ver o terceiro filme, com estréia marcada para 3 de Maio de 2013, sobretudo depois de ler à respeito da história, que promete ser a melhor de todas. Enfim, o filme começa mostrado os experimentos da S.H.I.E.L.D com o Tesseract, uma espécie de artefato cósmico do universo Marvel que contém grande poder. Como sempre, há duas versões sobre esses experimentos: a oficial e a real. A versão oficial é que eles fariam parte de uma pesquisa cujo intuito seria gerar uma fonte de energia ilimitada para os EUA. A versão real é que o governo teria planos de construir armas de destruição em massa, sob alegação de possível invasão de seres de outros planetas, com clara referência ao episódio que ocorreu no filme do Thor. Enfim, o tal cubo cósmico começa a se comportar de forma inusitada e abre um portal para outra dimensão, de onde sai ninguém menos que Loki, irmão de Thor, pronto para promover o caos total na Terra. Diante da impossibilidade de combater o vilão e recuperar o Tesseract, o comandante geral da S.H.I.E.L.D, Nick Fury, resolve reativar o antigo programa dos Vingadores à revelia dos membros da diretoria. De todos os filmes de super heróis da nova safra da Marvel esse foi o melhor, indubitavelmente, com uma ação quase ininterrupta repleto de super batalhas, inclusive entre os próprios protagonistas, que é um dos pontos fortes do filme.
Aliás, verifiquem que ocorre uma espécie de Jornada do Herói entre o grupo, pois há um grande atrito entre os protagonistas, sem contar com a discórdia disseminada por Loki. No início, Thor chega com toda ousadia para levar Loki de volta a Asgard, como se tivesse a solução definitiva, uma chegada que, por sinal, ficou meio forçada. Assim, surge o primeiro conflito entre ele e o Homem de Ferro, numa batalha que só não termina em tragédia graças ao Capitão América e seu escudo de Vibranium. Esses dois últimos heróis, a propósito, que também têm suas diferenças, são opostos complementares. Enquanto o Capitão América representa o analógico, o antigo, a moral e os bons costumes, o Homem de Ferro é o tecnológico, o moderno, o sarcástico. Só para constar, uma das melhores cenas do filmes é quando o C.A. pergunta algo como "O que é esse homem sem a armadura", ao que ele responde sacanamente: "Gênio, bilionário, playboy, filantropo?" É imperdível! A sua ironia, bom humor e inteligência são, aliás, elementos que costuram toda a trama e ninguém escapa da sua língua ferina, nem mesmo Loki. Como já foi dito, ele é o fio condutor do enredo. É a ele que a S.H.I.E.L.D dados sigilosos para análise, é ele quem conserta a turbina e impede que o barco voador colapse e caia, é ele que, junto com o Dr. Bruce Banner, ajuda a encontrar o Tesseract. Ainda mais singular é o fato de Loki escolher justamente a Stark Tower para acionar o portal para invocar seu exército do mal. O final do filme só reforça isso ainda mais. Por falar no Hulk, ele é outro personagem se se destaca fantasticamente, ofuscando até mesmo o poderoso Thor. Apesar de inicialmente parecer que ele não tem controle algum sobre a fera, depois fica claro que são um só e ele se mostra um guerreiro valoroso. Destaco também a luta entre a luta entre Thor e Hulk, no hangar do barco voador da S.H.I.E.L.D. Até então ninguém era páreo para o Hulk, mas quando ele leva uma martelada no queixo bem dada por Thor, aí as coisas mudam. A prova de que ele não esqueceu essa martelada pode ser vista mais para frente. Um pouquinho de rancor não faz mal, né? Enfim, depois de tantos desentendimento e alguma mortes, o grupo finalmente consegue alcançar um estado de coesão. Aí a diversão começa!
Aliás, verifiquem que ocorre uma espécie de Jornada do Herói entre o grupo, pois há um grande atrito entre os protagonistas, sem contar com a discórdia disseminada por Loki. No início, Thor chega com toda ousadia para levar Loki de volta a Asgard, como se tivesse a solução definitiva, uma chegada que, por sinal, ficou meio forçada. Assim, surge o primeiro conflito entre ele e o Homem de Ferro, numa batalha que só não termina em tragédia graças ao Capitão América e seu escudo de Vibranium. Esses dois últimos heróis, a propósito, que também têm suas diferenças, são opostos complementares. Enquanto o Capitão América representa o analógico, o antigo, a moral e os bons costumes, o Homem de Ferro é o tecnológico, o moderno, o sarcástico. Só para constar, uma das melhores cenas do filmes é quando o C.A. pergunta algo como "O que é esse homem sem a armadura", ao que ele responde sacanamente: "Gênio, bilionário, playboy, filantropo?" É imperdível! A sua ironia, bom humor e inteligência são, aliás, elementos que costuram toda a trama e ninguém escapa da sua língua ferina, nem mesmo Loki. Como já foi dito, ele é o fio condutor do enredo. É a ele que a S.H.I.E.L.D dados sigilosos para análise, é ele quem conserta a turbina e impede que o barco voador colapse e caia, é ele que, junto com o Dr. Bruce Banner, ajuda a encontrar o Tesseract. Ainda mais singular é o fato de Loki escolher justamente a Stark Tower para acionar o portal para invocar seu exército do mal. O final do filme só reforça isso ainda mais. Por falar no Hulk, ele é outro personagem se se destaca fantasticamente, ofuscando até mesmo o poderoso Thor. Apesar de inicialmente parecer que ele não tem controle algum sobre a fera, depois fica claro que são um só e ele se mostra um guerreiro valoroso. Destaco também a luta entre a luta entre Thor e Hulk, no hangar do barco voador da S.H.I.E.L.D. Até então ninguém era páreo para o Hulk, mas quando ele leva uma martelada no queixo bem dada por Thor, aí as coisas mudam. A prova de que ele não esqueceu essa martelada pode ser vista mais para frente. Um pouquinho de rancor não faz mal, né? Enfim, depois de tantos desentendimento e alguma mortes, o grupo finalmente consegue alcançar um estado de coesão. Aí a diversão começa!
domingo, 29 de abril de 2012
A nossa sinergia
Existe um coisa que eu amo profundamente: a nossa sinergia. E eu estou disposto a qualquer sacrifício para protegê-la, conhecer os caminhos pelos quais ela pode se esvair e neles colocar anjos para que ela não possa escapar.
A nossa sinergia são como ondas em uma lago agitado, com linhas que se entrecruzam, se interpenetram e se encontram no âmago um do outro. Mesmo quando as vibrações cessam e as linhas desaparecem, ela continua lá, invisível, intangível, intocável, mas mais real do que nunca.
Comalies
Essa música eu dedico para você, MEU AMOR:
Comalies
Parlami
Il tuo silenzio guarda dentro
Non resisterò
E' un attimo,
Nel tuo vuoto sento che
Io non ce la farò
Walk on by
You walk on by
Walk on by
Wondering why
Wandering from you
Falling at your side
Wandering from you
Healing my desire
Stumbling in your soul
Give yourself to me
Hunting your desire
Healing mine
Slegami
Dal mio rimorso
Sei diverso
Mentre muoio e poi
Risorgo dentro te
Finchè vivrò
Ricordarti così
Sarà una colpa eterna su di me
Walk on by
You walk on by
Walk on by
Wondering why
Wandering from you
Falling at your side
Wandering from you
Healing my desire
Stumbling in your soul
Give yourself to me
Hunting your desire
Healing mine
Wandering from you
Falling at your side
Wandering from you
Healing my desire
Stumbling in your soul
Give yourself to me
Hunting your desire
Healing mine
Healing mine
Healing mine
Healing mine desire
Healing mine desire
terça-feira, 10 de abril de 2012
É um processo...
- É um processo... É um processo... É um processo...
Foram as palavras que aquela misteriosa mulher com olhos de tigresa lhe dissera em sonho, antes que ele acordasse abruptamente. Mas a vida não é um processo? Do nascimento à morte, tudo não é um processo? E ele então ficou processando naquilo por vários dias e noite, dormia pensando no olhar lancinante daquela donzela onírica e na sabedoria de suas palavras afiadas, em encontrá-la novamente nos domínios de Morfeus. Às vezes passava a madrugada em claro refletindo sobre isso e sobre o por que dela não vir vistá-lo novamente. Algum tempo depois, quando já havia quase perdido as esperanças de reviver aquele momento apoteótico, veio-lhe um pensamento sorrateiro, um clarão repentino, algo como se ele devesse procurá-la ao invés de esperar que ela viesse ao seu encontro.
sábado, 10 de setembro de 2011
Treinando as palavras
Eu sinto que devo escrever todos os dias da minha vida, sejam palavras de simples desabafo, seja por puro diletantismo ou por necessidade. É que o cérebro precisa ser exercitado para que a resposta aos estímulos seja cada vez mais rápida. Antigamente eu nutria uma certa ojeriza a postagens pequenas, achava que o texto precisava ser enorme e tal. Por conta disso acabava por não escrever muito. Agora eu vejo que não é o tamanho do texto que importa e sim a mensagem que se deseja passar. Se o texto vai ser grande ou pequeno, depende apenas do que você pretende comunicar ao leitor ou até a si mesmo. Nada pode ser forçado, mas também não se pode deixar dominar pela indolência. Primeiramente, escreva para si mesmo, para se conhecer, para sentir as forças internas e externas, para saber onde está pisando. Depois, deixe o mundo conhecê-lo também. E a inspiração? É só pedir a Deus!
domingo, 28 de agosto de 2011
Divagações
Todo sacrifício requer uma perda! É a lei da troca equivalente: se você deseja obter algo, tem de dar em trocar outra coisa de igual valor. É assim que eu penso. O universo está sempre disposto a nos preencher com os mais puros lampejos inspiração. Só precisamos estar receptivos e prontos para recebê-los, do contrário, eles não conseguem adentrar em nossas almas.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Identidade persistente
"Essa ideia de uma identidade persistente fez você vagar impotente pelos reinos inferiores do samsara por incontáveis vidas passadas. É exatamente isso que agora impede que você e os outros se libertem da existência condicionada. Se pudesse simplesmente largar esse pensamento sobre o “eu”, você descobriria que é fácil ser livre e libertar os outros também.
Se superar a crença em um eu verdadeiramente existindo hoje, você se iluminará hoje. Se superar isso amanhã, se iluminará amanhã. Mas se nunca superar isso, nunca ganhará a iluminação.
Este “eu” é apenas um pensamento, uma sensação. Um pensamento não possui inerentemente nenhuma solidez, forma ou cor. Por exemplo, quando um sentimento forte de raiva surge na mente, com tal força que você quer brigar e destruir alguém, o pensamento raivoso está empunhando alguma arma? Ele poderia liderar um exército? Poderia queimar alguém como o fogo, esmagar como se fosse uma pedra ou levar embora como um rio?
Não. A raiva, como qualquer outro pensamento ou sentimento, não tem existência verdadeira. Não pode nem ser definitivamente localizada em qualquer lugar do corpo, fala ou mente. É como vento no espaço vazio. Em vez de permitir que tais pensamentos selvagens determinem o que você faz, olhe para a vacuidade essencial deles.
Por exemplo, você pode se encontrar repentinamente cara a cara com alguém que você imagina querer te ferir, e surge uma forte sensação de medo. Mas assim que você se dá conta de que a pessoa, na verdade, tem apenas boas intenções em relação a você, seu medo desaparece. Foi apenas um pensamento."
Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991)
“The Heart of Compassion”, v. 13
Fonte: Samsara
sábado, 20 de agosto de 2011
Conhecendo e reconhecendo
Não tenho dedicado muito tempo para escrever aqui e tampouco em outros lugares, com exceção do livro no qual estou trabalhando. Isso realmente não é de agora, já vem acontecendo faz algum tempo, mas eu ainda estou descobrindo como invocar a inspiração que está dentro de mim. Tem muitas coisas dentro da minha cabeça, excesso de informação, e minha mente não tem conseguido respirar. Como sair desse pandemônio de pensamentos ininterruptos? Talvez eles tenham se acumulado pela ausência de uma válvula de escapem eficaz, um método de catarse. Sinto que escrever, seja em prosa ou verso, me ajudará muito. Por isso estou aqui, mas ainda necessito de mais força de vontade, para continuar, não parar no meio do caminho. Eu nasci sob um signo forte, nasci num dia forte, nasci numa época de acontecimentos muitos intensos, então preciso realizar o que Deus espera de mim. Quando eu alcançar esse estado de lucidez nada mais irá me desviar da minha trajetória... Até lá muita batalha interna. Estou batalhando, mas a teia de ilusão é forte e cismou de pegar minhas fraquezas, o mal que há em mim contra mim. Estou conhecendo, preciso reconhecer para aprender, pois "Quem reconhece conhece, quem não conhece, se enganou passa o tempo, o tempo chega e vão dormindo sem valor".
Durante bastante tempo eu acreditei que as pessoas que lessem muito possuíssem uma enorme cultura, fossem capazes de escrever grandes textos. É claro que isso tem a sua importância, não estou desmerecendo os grandes leitores e escritores, e sim me perguntando até aonde essa cultura é realmente válida, do que ela vale. Se dentro de cada um existe um universo inteiro, um microcosmo, que é reflexo do macrocosmo, por que alguém precisaria sorver conhecimento externo para apreender a realidade? Isso não é o conhecimento verdadeiro, é apenas uma ilusão. Tudo já se encontra dentro de nós, só precisamos descobrir como acordar do sonho, como destrancar a nossa consciência, como despertar a nossa química.
Se até mesmo as palavras que escrevemos um dia irão se dissolver nas infinitas eras, por quê escrevê-las? Para nos conhecermos melhor, eu digo. Eu escrevo para saber quem eu sou, quem é o espírito que habita este corpo, esta carne. Eu escrevo para me purificar, para diluir as coisas ruins e reforçar as boas. Não importa se elas irão se perder nas areias do tempo, por que ficarão eternamente gravadas em minh'alma. Tudo o que eu fizer ficará gravado na minha memória cósmica e isso jamais será apagado.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Sacrifício é renascimento (I)
A minha pergunta é: se você aprendeu algo a ponto de absorver esse conhecimento, você se torna melhor?
Todo dia a gente morre um pouco porque o tempo passa, mas essa morte é a renovação. Contudo, só nos renovamos de verdade se deixarmos a inércia, se nos tornarmos cada vez mais dinâmicos, sobretudo porque os átomos, as moléculas de que somos feitos nunca param de se mover, de nascer, de morrer. E nós continuamos mais vivos do que nunca.
Portanto, sacrifício é renascimento.
domingo, 6 de março de 2011
Treinamento
Escrever todo dia um pouco nos deixa loucos, mas é um treino necessário para sabermos o nosso nível de perspicácia, ou mesmo se estamos afiados e prontos para alguns bons desafios, tanto os textuais quanto os lógicos. Apesar de não serem muitas palavras, elas podem já ter feito toda a diferença, mas talvez eu só consiga enxergar isso daqui a algum tempo, devido à não-linearidade instrínseca à realidade em que vivemos. A solução é continuar exercitando cada um dos nossos sentidos até eles ficarem tão aguçados que deixemos de enxergar o mundo de forma dual.
Em meio à bagunça
Passei boa parte da tarde arrumando a casa junto com minha mãe. Para ser mais específico, o mutirão tem se concentrado no quarto das minhas irmãs desde a semana passada. Nesse dia, tinha tanta poeira no armário que eu fiquei espirrando o dia inteiro. Considerando a minha alergia à poeira, até que não foi tão ruim. A quantidade de coisas jogadas fora é que foi de impressionar... A lixeira ficou quase toda Hoje eu coloquei os mangás e outras histórias em quadrinhos em diversas caixas de poliondas, na parte superior do armário.

Antes disso, nós organizamos de forma considerável a baderna no quarto dos meus pais e eu admito que foi um tanto exaustivo, mas não dá para ser passivo em meio a toda essa bagunça; eu simplesmente não consigo mais ficar olhando tanta confusão e desorganização e ignorar. A desordem em uma casa é péssima mesmo porque bloqueia o fluxo energético, deixa o ambiente desarmonizado, atrai espíritos vagabundos.
Uma vez mais, agradeço à minha noiva e à família dela por me ensinarem o valor e a absoluta necessidade de organização e da limpeza. Assim, eu pude trazer para a realidade da minha família esse valiosos ensinamentos que ajudam o lar a ser tornar um lugar muito mais aconchegante.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Transpiração e inspiração (I)
"Escrever é noventa por cento transpiração e dez por cento inspiração"
Começo o post com essa frase, pois é isso eu estou aprendendo no dia a dia, na marra mesmo, sobretudo tendo de desenvolver a minha dissertação de Mestrado. Não é tão complicado assim, tampouco se parece com uma Hidra de Lerna, mas também não é uma tarefa trivial. É preciso inspiração e muita pesquisa, contudo, é um trabalho especialmente braçal, que requer bastante concentração. Isso também tem acontecido comigo em um outro projeto que retomei recentemente, em parceria com o meu primo. Foi tudo uma questão de colocar as cartas na mesa e, com um pequeno estímulo, começar a debater frequentemente pelo meio de comunicação mais conveniente. Com pouco menos de 120 postagens e, passados quase doze meses - a serem completados em poucos dias -, evoluímos muito mais do que em quinze anos, que foi quando nasceu o primeiro impulso criativo.
Enfim, esses foram só alguns exemplos, mas eu tenho certeza que todos passam ou já passaram por isso, pois faz parte da experiência humana. A diferença é que certas pessoas aceitam o desafio de aperfeiçoarem a si próprias um passo de cada vez, enquanto outras vivem atormentadas pela própria sombra. Não é nenhum segredo e já foi dito até por Nietzsche, que nós mesmos somos os nossos maiores inimigos. É como se você estivesse jogando uma partida de xadrez com seu próprio reflexo no espelho.
Hoje eu posso dizer com convicção que um dos meus maiores estímulos é a minha noiva, a mulher que eu amo com grande ardor, pois possui uma extraordinária capacidade de ler e escrever, é deveras esforçada e inteligente. Só a minha irmã caçula tem igual talento para devorar livros e passar horas a fio escrevendo. E eu aprendo muito com elas, apreendo o valor da dedicação e a necessidade de se praticar, reconheço que a estrada evolutiva é infinita.
E quanto mais você escreve, mais quer e consegue escrever... É incrível! Por isso faça um esforço, escreva um bocado a cada dia e tenha sempre um pequeno caderno e uma caneta consigo, porque você nunca sabe quando vai ter aquela ideia original. See ya!
sábado, 9 de outubro de 2010
Auto-controle
A primeira palavra é auto-controle. Se não dominarmos a nós mesmos, não dominamos nada. A partir do momento em que superamos essa primeira e mais difícil de todas as etapas - da qual muito morrem sem ao menos chegar perto de completar -, aí sim nos vem a consciência do que podemos ou não comandar.
Em segundo lugar, não é possível controlar variáveis externas a não ser que se esteja com as rédeas do seu ser interno nas mãos. O que isso quer dizer? Antes de tudo, outro vocábulo: IMPERTURBABILIDADE. Se o que está fora consegue desequilibrar o que está dentro, é porque não há auto-controle. Se sua mente fica inquieta com facilidade, é melhor pensar seriamente em domá-la ou ela irá fazer o que quiser com você... Isso é intrigante, né?
Mas no final das contas, é preciso simplicidade e silêncio para saber o que seu espírito está querendo comunicar a você. Apenas ouça sua voz interior, seu coração. Desligue a mente um e se permita transcender a realidade.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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