sexta-feira, 4 de março de 2011

Transpiração e inspiração (I)

"Escrever é noventa por cento transpiração e dez por cento inspiração"

Começo o post com essa frase, pois é isso eu estou aprendendo no dia a dia, na marra mesmo, sobretudo tendo de desenvolver a minha dissertação de Mestrado. Não é tão complicado assim, tampouco se parece com uma Hidra de Lerna, mas também não é uma tarefa trivial. É preciso inspiração e muita pesquisa, contudo, é um trabalho especialmente braçal, que requer bastante concentração. Isso também tem acontecido comigo em um outro projeto que retomei recentemente, em parceria com o meu primo. Foi tudo uma questão de colocar as cartas na mesa e, com um pequeno estímulo, começar a debater frequentemente pelo meio de comunicação mais conveniente. Com pouco menos de 120 postagens e, passados quase doze meses - a serem completados em poucos dias -, evoluímos muito mais do que em quinze anos, que foi quando nasceu o primeiro impulso criativo.

Enfim, esses foram só alguns exemplos, mas eu tenho certeza que todos passam ou já passaram por isso, pois faz parte da experiência humana. A diferença é que certas pessoas aceitam o desafio de aperfeiçoarem a si próprias um passo de cada vez, enquanto outras vivem atormentadas pela própria sombra. Não é nenhum segredo e já foi dito até por Nietzsche, que nós mesmos somos os nossos maiores inimigos. É como se você estivesse jogando uma partida de xadrez com seu próprio reflexo no espelho.

Hoje eu posso dizer com convicção que um dos meus maiores estímulos é a minha noiva, a mulher que eu amo com grande ardor, pois possui uma extraordinária capacidade de ler e escrever, é deveras esforçada e inteligente. Só a minha irmã caçula tem igual talento para devorar livros e passar horas a fio escrevendo. E eu aprendo muito com elas, apreendo o valor da dedicação e a necessidade de se praticar, reconheço que a estrada evolutiva é infinita.

E quanto mais você escreve, mais quer e consegue escrever... É incrível! Por isso faça um esforço, escreva um bocado a cada dia e tenha sempre um pequeno caderno e uma caneta consigo, porque você nunca sabe quando vai ter aquela ideia original. See ya!

sábado, 9 de outubro de 2010

Auto-controle

A primeira palavra é auto-controle. Se não dominarmos a nós mesmos, não dominamos nada. A partir do momento em que superamos essa primeira e mais difícil de todas as etapas - da qual muito morrem sem ao menos chegar perto de completar -, aí sim nos vem a consciência do que podemos ou não comandar.

Em segundo lugar, não é possível controlar variáveis externas a não ser que se esteja com as rédeas do seu ser interno nas mãos. O que isso quer dizer? Antes de tudo, outro vocábulo: IMPERTURBABILIDADE. Se o que está fora consegue desequilibrar o que está dentro, é porque não há auto-controle. Se sua mente fica inquieta com facilidade, é melhor pensar seriamente em domá-la ou ela irá fazer o que quiser com você... Isso é intrigante, né?

Mas no final das contas, é preciso simplicidade e silêncio para saber o que seu espírito está querendo comunicar a você. Apenas ouça sua voz interior, seu coração. Desligue a mente um e se permita transcender a realidade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Numbers



Eu sou o número 29.

O amor da minha vida é 12.

As pessoas que eu mais amo no mundo são: 19, 29, 22 e 2 e 30.

O meus grandes amigos são: 2, 18, 4, 9, 30 e 5.

Meus números de sorte: 3, 5, 7, 9 e 11 e 13.

Fica o enigma para quem for capaz de resolver.

domingo, 25 de julho de 2010

O sentido

Às vezes não dá vontade de escrever, mas neste momento eu sinto que preciso me empenhar em retirar de dentro de mim algumas palavras sobre o que me motiva. Até comprei um caderno pequeno - e fino - para ir desenferrujando o meu ser. Emfim, eu já me importei demais se as pessoas iriam ou não gostar dos meus textos ou poesias, seja o que for. Não que eu esteja fazendo caso disso, mas é que hoje em dia eu sei que, em primeiro lugar, devo escrever como uma forma de destrinchar as minhas próprias questões internas. Assim, certamente irão sair muitas coisas somente inteligíveis somente a quem escreve, como muito já aconteceu,. Antigamente, minha escrita costumava ser completamente hermética, ao ponto de se tornar ininteligível. Mas final de contas, o que pode ser considerado normal neste mundo? Tem todo tipo de gente fazendo um sorte ilimitada de coisa,s, muitas delas fora do nosso entendimento. Tem escritores que gostam de desenvolver questões do cotidiano em seus textos, tudo aquilo que os rodeia. Eles observam tudo o que está do lado de fora e criar. Já outros preferem olhar para dentro e falam sobre como isso pode modificar o espaço circundante. Há quem goste de versar a respeito dos diferentes universos que comandam as nossas vida.

Independente disso, no fim do jogo todos acabam falando sobre aquilo que os toca de alguma maneira, ou melhor, é uma parte das suas almas. O sentido de escrever é viver isso, pois o que você é ou era, deixou de ser, está tudo naqueles registros. Quando morrer, excetuando-se aqueles que o conheceram intimamente, só vão saber quem você foi por aquilo que deixou, pela sua obra em vida. Ali estão presentes todas as suas inspirações, o seu ser permanece eternizado para quem continua. À medida que escrevo aqui, vou percebendo coisa que deixei passar anteriormente, aprendo mais. Esse é o sentido terapêutico da escrita. Quando eu era adolescente, fazia tanta poesia que era ser quase como se regurgitasse... E saía de tudo justamente porque eu ia colocando no papel o meu sentimento integral. Se hoje eu sou quem sou, foi pelo que costumava ser. A cada momento que me conscientizo do presente, sei que isso afeta meu eu futuro. Quando parei, parece que entupiu todo o encanamento. Como bem disse um filósofo, o qual não consigo me recordar no agora, "os deuses são vida, fluidez, movimento". A roda está sempre girando... Então preciso estudar, estudar, estudar. Preciso trabalhar, trabalhar, trabalhar. Preciso agradecer, agradecer, agradecer. Xô preguiça!

Agora eu vou pedindo licença que, apesar da hora estar bastante adiantada, ainda tenho certos atrasos para desatrasar. Eu prometo brincar mais com as palavras da próxima vez. Enquanto isso vou sentindo a vida naquilo que me alegra, mas também no que me entristece.



domingo, 18 de julho de 2010

Tudo é prática

Estudar é prática. Aprender é prática. Ensinar é prática. Rezar é prática. Ler é prática. Escrever é prática. Desenhar é prática. Criar é prática. Construir e desconstruir é prática. Plantar é prática. Fazer sexo é prática. Se relacionar é prática. Lavar, passar e cozinhar é práticar. Xadrez é prática. Tecnologia é prática. Organizar e arrumar é prática. Saber escolher é prática. Ser persuasivo e sedutor é prática. Beijar é prática. Respirar é prática. Yoga é prática. Tocar instrumentos musicais é prática. Ouvir é prática. Pintar é prática. Interpretar é prática. Calcular é prática. Solucionar problema é prática. Conquistar é prática. Vencer é prática. Dominar a mente é prática. Meditar é prática. Limpeza é prática. Trocadilho é prática. Agilidade é prática. Programar é prática. Fotografar é prática. Alimentação saudável é prática. Resistência é prática. Visão é prática. Cuidar é prática. Compreender o coração é prática. Seguir a intuição é prática. Desarmar os próprios medos é prática. Viver é prática. Tudo é prática.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Legião

Se fosse para fazer uma comparação, eu diria que esse filme parece uma mescla de resident evil com exterminador do futuro. Tinha tempo que eu não via tanta porcaria de uma só vez. Legião (Legion, 2010) é de apocalispe, anjos como seres demoníacos, possuindo corpos de umano, um anjo-rebelde-salvador-que-desobedece-um-deus-malvado com metralhadoras e uma mulher grávida de uma criança que pode salva o mundo. Tudo isso numa lanchonete de beira de estrada no deserto de Mojave em um só dia.

O filme começa com o Arcanjo Miguel caindo na cidade de Los Angeles e cortando as próprias asas. Ele invade um galpão de armas e leva um bocado de metralhadoras e sub-metralhadoras. Ele é abordado por dois policiais e faz um deles de refém. O outro fica possuido por alguma coisa estranha e mata o companheiro. Até aí nada de tão anormal. O problema é que daí em diante o filme começa a degringolar. Imagine uma lanchonete de beira de estrado do deserto de Mojave como o cenário principal e você vai compreender o que estou dizendo. Uma das cenas mais bizarras é quando uma velhinha chega de carro na tal lanchonete e pede um pedaço de carne mal-passada. Ela começa a ofender a garçonete - que está grávida -, dizendo que o bebê dela ia queimar no inferno e tal. Depois ofende uma outra mulher. Quando o marido dela vai tomar satisfações, ela assume uma face demoníaca, com uns dentes afiados, e arranca um pedaço do pescoço dele, depois anda pelo teto igual aquela mulher no exorcista.

A temática principal - Deus perdeu a fé na humanidade e mandou decidiu exterminá-la - é mais batida que carne de sol. Só que dessa vez ele resolve enviar anjos - que mais parecem demônios - para destruir a humanidade. Nesse ponto está a semelhança com resident evil, pois as pessoas ficam possuídas como zumbis, e os protagonistas enviam uma saraivada de balas, matando um após o outro. Eu também citei exterminador do futuro, pois há uma mulher grávida - Charlie -, cujo futuro da humanidade está nas mãos de seu filho. Quando o bebê nasce, o anjo gabriel vem para matá-lo... Enfim, é um filme medíocre e altamente não recomendável. Pior do que isso só Alien x Predador...

No final, como vocês podem imaginar, o bebê sobrevive e Deus recupera a fé na humanidade.

Experimentos de mim mesmo (II)

Analgésicos para a vida

O homem estava deitado no sofá de seu apartamento, falando sozinho.

- Olhei mil vezes para a aquela cartela de analgésicos que o médico me receitou. Tomo ou não tomo? Parece que tem uma voz ecoando na minha cabeça e dizendo para eu ingerir vários. Não, não! Devo estar ficando louco. Minha namorada está me ligando, mas eu não estou com vontade de atender... Ela acabou de terminar comigo e deve estar querendo me enrolar com aquela ladainha de preservar a amizade e tal... Ou será que está arrependida e quer voltar? Pra mim chega! Parece que a voz é a única que me entende. Tudo bem, tudo bem. Eu vou tomar os analgésicos. Talvez eles aliviem a dor que é viver. O quê? Miturar com bebida? Mas isso não é perigoso? Não? Se você diz então eu confio.

Ele então pega todos os comprimidos da cartela e abre uma garrafa de vodka, engolindo cada um deles em várias goladas.

- Agora seria bom um remédio pra dormir...

Depois de alguns minutos ele começa a ter alguma sensações estranhas, sente seu corpo esmorecer, um aperto no peito. Ele desmaia. Enquanto isso, seu celular tocava continuamente. mais de uma hora depois, alguém abre a porta do apartamento. Era uma mulher. Ela acende a luz e vê seu namorado jogado inerte no sofá junto à cartela de analgésicos e o álcool.

- O que você fez, meu amor? - Diz ela, enquanto sacode o corpo com esperaça de fazê-lo acordar.

Desespaerada, ela liga para a ambulância. Enquanto isso, ele estava fora de seu corpo, assistindo a tudo, pensando se deveria mesmo ter feito aquilo.

- Eu não atendi seus telefonemas e você veio até aqui... Que burrice eu fui fazer?

Ao olhar ao redor ele percebe que não estava sozinho. Havia uma figura medonha e toda descabelada ao seu lado, com dentes pontiagudos e olhos vermelhos.

- Olá! - Diz o ser, com uma voz arrastada.
- Quem é você?
- Sou aquela voz que estava na sua cabeça.
- Você me fez fazer aquilo... Eu... Eu... estou morto?
- Eu estava entediado e só queria me divertir um pouco, então me aproveitei que você é um fracote. Coitadinho...
- Cruz credo! Vade retro!
- Há, há, há! Você ainda não está morto, mas eu posso cuidar disso.
- Seu maldito! Não chegue perto de mim.

Ele sente uma dor muito forte e desmaia. Ao acordar, vê tudo branco ao seu redor e percebe que estava num hospital.

- Finalmente você acordou meu bem! Os médicos tiveram que desentoxicar seu organismo. O que você estava pensando, hein?
- Por favor me leve naquele centro espírita que você frequenta.
- O quê? Pensei que você detestasse essas coisas...
- É que eu vi um ser horrível enquanto estava desmaiado. Foi ele que me induziu a fazer aqui, se aproveitando da minha fraqueza. Ele queria que eu morresse...
- Deve ser algum obsessor... E ele quase conseguiu o que queria. Os médicos disseram que você não teve uma overdose por bem pouco. Espero que você me ouça mais de agora em diante.
- Melhor ouvir você do que aquela criatura monstruosa. Não vamos mais brigar, meu amor.
- Você sabe que eu quero o seu bem, mas não posso suportar mais esses seus vícios de álcool e cigarro. Como vai ser então? Eu ou as drogas?