quarta-feira, 9 de março de 2011

Sacrifício é renascimento (I)

A minha pergunta é: se você aprendeu algo a ponto de absorver esse conhecimento, você se torna melhor?

Todo dia a gente morre um pouco porque o tempo passa, mas essa morte é a renovação. Contudo, só nos renovamos de verdade se deixarmos a inércia, se nos tornarmos cada vez mais dinâmicos, sobretudo porque os átomos, as moléculas de que somos feitos nunca param de se mover, de nascer, de morrer. E nós continuamos mais vivos do que nunca.

Portanto, sacrifício é renascimento.

domingo, 6 de março de 2011

Treinamento

Escrever todo dia um pouco nos deixa loucos, mas é um treino necessário para sabermos o nosso nível de perspicácia, ou mesmo se estamos afiados e prontos para alguns bons desafios, tanto os textuais quanto os lógicos. Apesar de não serem muitas palavras, elas podem já ter feito toda a diferença, mas talvez eu só consiga enxergar isso daqui a algum tempo, devido à não-linearidade instrínseca à realidade em que vivemos. A solução é continuar exercitando cada um dos nossos sentidos até eles ficarem tão aguçados que deixemos de enxergar o mundo de forma dual.

Em meio à bagunça

Passei boa parte da tarde arrumando a casa junto com minha mãe. Para ser mais específico, o mutirão tem se concentrado no quarto das minhas irmãs desde a semana passada. Nesse dia, tinha tanta poeira no armário que eu fiquei espirrando o dia inteiro. Considerando a minha alergia à poeira, até que não foi tão ruim. A quantidade de coisas jogadas fora é que foi de impressionar... A lixeira ficou quase toda Hoje eu coloquei os mangás e outras histórias em quadrinhos em diversas caixas de poliondas, na parte superior do armário.



Antes disso, nós organizamos de forma considerável a baderna no quarto dos meus pais e eu admito que foi um tanto exaustivo, mas não dá para ser passivo em meio a toda essa bagunça; eu simplesmente não consigo mais ficar olhando tanta confusão e desorganização e ignorar. A desordem em uma casa é péssima mesmo porque bloqueia o fluxo energético, deixa o ambiente desarmonizado, atrai espíritos vagabundos.

Uma vez mais, agradeço à minha noiva e à família dela por me ensinarem o valor e a absoluta necessidade de organização e da limpeza. Assim, eu pude trazer para a realidade da minha família esse valiosos ensinamentos que ajudam o lar a ser tornar um lugar muito mais aconchegante.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Transpiração e inspiração (I)

"Escrever é noventa por cento transpiração e dez por cento inspiração"

Começo o post com essa frase, pois é isso eu estou aprendendo no dia a dia, na marra mesmo, sobretudo tendo de desenvolver a minha dissertação de Mestrado. Não é tão complicado assim, tampouco se parece com uma Hidra de Lerna, mas também não é uma tarefa trivial. É preciso inspiração e muita pesquisa, contudo, é um trabalho especialmente braçal, que requer bastante concentração. Isso também tem acontecido comigo em um outro projeto que retomei recentemente, em parceria com o meu primo. Foi tudo uma questão de colocar as cartas na mesa e, com um pequeno estímulo, começar a debater frequentemente pelo meio de comunicação mais conveniente. Com pouco menos de 120 postagens e, passados quase doze meses - a serem completados em poucos dias -, evoluímos muito mais do que em quinze anos, que foi quando nasceu o primeiro impulso criativo.

Enfim, esses foram só alguns exemplos, mas eu tenho certeza que todos passam ou já passaram por isso, pois faz parte da experiência humana. A diferença é que certas pessoas aceitam o desafio de aperfeiçoarem a si próprias um passo de cada vez, enquanto outras vivem atormentadas pela própria sombra. Não é nenhum segredo e já foi dito até por Nietzsche, que nós mesmos somos os nossos maiores inimigos. É como se você estivesse jogando uma partida de xadrez com seu próprio reflexo no espelho.

Hoje eu posso dizer com convicção que um dos meus maiores estímulos é a minha noiva, a mulher que eu amo com grande ardor, pois possui uma extraordinária capacidade de ler e escrever, é deveras esforçada e inteligente. Só a minha irmã caçula tem igual talento para devorar livros e passar horas a fio escrevendo. E eu aprendo muito com elas, apreendo o valor da dedicação e a necessidade de se praticar, reconheço que a estrada evolutiva é infinita.

E quanto mais você escreve, mais quer e consegue escrever... É incrível! Por isso faça um esforço, escreva um bocado a cada dia e tenha sempre um pequeno caderno e uma caneta consigo, porque você nunca sabe quando vai ter aquela ideia original. See ya!

sábado, 9 de outubro de 2010

Auto-controle

A primeira palavra é auto-controle. Se não dominarmos a nós mesmos, não dominamos nada. A partir do momento em que superamos essa primeira e mais difícil de todas as etapas - da qual muito morrem sem ao menos chegar perto de completar -, aí sim nos vem a consciência do que podemos ou não comandar.

Em segundo lugar, não é possível controlar variáveis externas a não ser que se esteja com as rédeas do seu ser interno nas mãos. O que isso quer dizer? Antes de tudo, outro vocábulo: IMPERTURBABILIDADE. Se o que está fora consegue desequilibrar o que está dentro, é porque não há auto-controle. Se sua mente fica inquieta com facilidade, é melhor pensar seriamente em domá-la ou ela irá fazer o que quiser com você... Isso é intrigante, né?

Mas no final das contas, é preciso simplicidade e silêncio para saber o que seu espírito está querendo comunicar a você. Apenas ouça sua voz interior, seu coração. Desligue a mente um e se permita transcender a realidade.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Numbers



Eu sou o número 29.

O amor da minha vida é 12.

As pessoas que eu mais amo no mundo são: 19, 29, 22 e 2 e 30.

O meus grandes amigos são: 2, 18, 4, 9, 30 e 5.

Meus números de sorte: 3, 5, 7, 9 e 11 e 13.

Fica o enigma para quem for capaz de resolver.

domingo, 25 de julho de 2010

O sentido

Às vezes não dá vontade de escrever, mas neste momento eu sinto que preciso me empenhar em retirar de dentro de mim algumas palavras sobre o que me motiva. Até comprei um caderno pequeno - e fino - para ir desenferrujando o meu ser. Emfim, eu já me importei demais se as pessoas iriam ou não gostar dos meus textos ou poesias, seja o que for. Não que eu esteja fazendo caso disso, mas é que hoje em dia eu sei que, em primeiro lugar, devo escrever como uma forma de destrinchar as minhas próprias questões internas. Assim, certamente irão sair muitas coisas somente inteligíveis somente a quem escreve, como muito já aconteceu,. Antigamente, minha escrita costumava ser completamente hermética, ao ponto de se tornar ininteligível. Mas final de contas, o que pode ser considerado normal neste mundo? Tem todo tipo de gente fazendo um sorte ilimitada de coisa,s, muitas delas fora do nosso entendimento. Tem escritores que gostam de desenvolver questões do cotidiano em seus textos, tudo aquilo que os rodeia. Eles observam tudo o que está do lado de fora e criar. Já outros preferem olhar para dentro e falam sobre como isso pode modificar o espaço circundante. Há quem goste de versar a respeito dos diferentes universos que comandam as nossas vida.

Independente disso, no fim do jogo todos acabam falando sobre aquilo que os toca de alguma maneira, ou melhor, é uma parte das suas almas. O sentido de escrever é viver isso, pois o que você é ou era, deixou de ser, está tudo naqueles registros. Quando morrer, excetuando-se aqueles que o conheceram intimamente, só vão saber quem você foi por aquilo que deixou, pela sua obra em vida. Ali estão presentes todas as suas inspirações, o seu ser permanece eternizado para quem continua. À medida que escrevo aqui, vou percebendo coisa que deixei passar anteriormente, aprendo mais. Esse é o sentido terapêutico da escrita. Quando eu era adolescente, fazia tanta poesia que era ser quase como se regurgitasse... E saía de tudo justamente porque eu ia colocando no papel o meu sentimento integral. Se hoje eu sou quem sou, foi pelo que costumava ser. A cada momento que me conscientizo do presente, sei que isso afeta meu eu futuro. Quando parei, parece que entupiu todo o encanamento. Como bem disse um filósofo, o qual não consigo me recordar no agora, "os deuses são vida, fluidez, movimento". A roda está sempre girando... Então preciso estudar, estudar, estudar. Preciso trabalhar, trabalhar, trabalhar. Preciso agradecer, agradecer, agradecer. Xô preguiça!

Agora eu vou pedindo licença que, apesar da hora estar bastante adiantada, ainda tenho certos atrasos para desatrasar. Eu prometo brincar mais com as palavras da próxima vez. Enquanto isso vou sentindo a vida naquilo que me alegra, mas também no que me entristece.