domingo, 28 de março de 2010

5 importantes lições

Aprendi algumas lições interessantes desde que o ano de 2010 despontou. A primeira delas é sobre a necessidade de continuar tudo aquilo que se inicia, no sentido de não abandonar por longos períodos qualquer atividade que esteja sendo feita, por exemplo um determinado estudo. Quanto mais se estivermos em contato com o projeto que está sendo realizado, maior será a conexão e, por conseguinte, as chances de se obter resultado satisfatórios. Em segundo lugar, como consequência do que foi dito primeiramente, quando se faz um pouco a cada dia, no final de uma semana é possível perceber como o avanço é considerável. Percebi isso no simples ato de usar a ferramenta Delicious, que serve para se armazenas seus bookmarks favoritos. Todo dia eu colocava uns dez sites novos ou mais e, passados sete dias, já possúia mais de cem. A terceira lição é ter sempre um caderno - celulose mesmo - para anotas as suas idéias e desenvolvê-las. Há muita diferença entre escrever no computador e de forma manuscrita... É quase uma magia, um processo artístico, que ativa a sua criatividade. Pessoalmente, digo que os resultados são excelentes, mas não se prenda somente às idéias, escreva tudo o que quiser, desde poemas até contos, ou impressões do seu dia e tal, só não faça disso um diário. Em seguida procure sempre novas bandas, autores, notícias, cursos, pubicações, ou seja, coisas inéditas, para não cair no tédio da rotina, na mecanicidade do dia a dia - essa eu aprendi com uma Mulher Maravilhosa, que tem um fogo inextinguível e alimenta o amor no meu coração, me inspira perfeitamente. Por último e não menos relevante do que as lições anteriormente explicitadas, eu aponto a força de vontade , a garra, a tenacidade, a coragem e a impertubabilidade que devem ser cultivadas dentro de cada com o intuito de crescer e se aprimorar constantemente.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

About Day After Yesterday

Parafraseando alguém a quem amo demasiadamente, nada como um dia após o outro, mesmo que seja um dia após a perda de um amor. Eu não poderia começar falando sobre Day After Yesterday, de Anneke Van Giersberg (ex-vocalista do The Gathering) de outra forma, pois é isso que ela expressa, a lamentação pela perda.

Cada vez que o Sol nasce e morre, também acontece - ou deveria acontecer - o mesmo conosco. Muito embora a priori isso possa parecer uma obviedade, posso garantir que não o é. Tudo aquilo que não seja positivo ou essencial para o nosso crescimento interior - ainda que negativo - deve pereceber enquanto restauramos as nossas energias durante do sono, mas muitas vezes isso não ocorre, pelo contrário, subtrai a nossa tranquilidade, a capacidade de repouso. Assim, levamos conosco para o dia seguinte o que deveria ter fenecido, e nossa "xícara de chá" vai ficando cada vez mais cheia, até transbordar.

Toda vez que perdemos ou abandonamos - há uma sutil diferença - um amor, uma paixão ou um relacionamento, a primeira imagem que me vem à mente é a de uma porta, se fechando naquele sentindo, ao mesmo tempo se abrindo a miríades possibilidade novas. Mas às vezes a experiência vivida é tão intensa que ocorre justamente o contrário, como se uma parte sua - geralmente os sentimentos - houvesse ficado do outro lado da portal que se fechou e o resto permanece agonizando num mar de sofrimentos e pesadelos. É como está perfeitamente descrito na música: You see one door close another door open. But these doors lead me straight to hell.

Além das duas possibilidade citadas anteriormente, existe uma terceira, geralmente classificada como amor proibido, quando uma circunstância externa impede o amor de ser vivido e geralmente isso causa intensa dor e angústia. Esse é o caso de Romeu & Julieta, uma obra multissecular de Shakespeare. Seu amor era tão intenso que somente a morte pode uní-los verdadeiramente...

E não se esqueçam que todo nós vivemos um dia de cada vez, só começamos realmente uma coisa ao terminar outra.

Today is the day after yesterday
And yesterday didn't go so well
My love came down and assured me:
Sit down I have something to tell

When I met you my eyes hurt
That is how beautiful you are

I don't suposse I could feel this way
If I still have you by my side
By my side

I did not anticipate your candor
Even though I didn't know you too well

You see one door close another door open
But these doors lead me straight to hell

When I met you my eyes hurt
That is how beautiful you are

I don't suposse I could feel this way
If I still have you by my side
By my side

If I just broken all
I gave it all
That is how tired
I don't suppose I could feel all this way








segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pensamentos profundos

"Então você encontrou uma garota que pensa pensamentos realmente profundos.

O que é tão sensacional assim sobre pensamentos realmente profundos?

Menino, é melhor você rezar para que eu sangre logo.

Como tal pensamento é para você?"

Não é que eu encontrei mesmo? E posso dizer com toda convicção, que é a mulher mais pensante, e de pensamentos mais profundos com quem eu travei - e continuo travando - uma relação das mais intensas e efusivas em toda a minha vida.

Ela sabe quem é e o seu significado para mim.


sábado, 9 de janeiro de 2010

Namorado: ter ou não, é uma questão

"Quem não tem namorado
é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.
Namorado é a mais difícil das conquistas.
Difícil por que namorado de verdade é muito raro.
Necessita de adivinhação, de pele, de saliva,
lágrimas, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil .
Mas namorado é mesmo difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito,
mas ser aquele a quem quer se proteger
e quando se chega ao lado dele a gente treme,
sua frio e quase desmaia, pedindo proteção.
A proteção dele não precisa ser parruda, decidida ou bandoleira,
basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.
Quem não tem namorado não é quem não tem amor,
é quem não sabe o gosto de namorar.
Se você tem três pretendentes , dois paqueras,
um envolvimento e dois amantes,
mesmo assim pode não ter um namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva,
cinema sessão das duas, medo do pai,
sanduíche de padaria ou drible no trabalho.
Não tem namorado quem transa sem carinho,
quem se acaricia sem vontade de virar sorvete
ou lagartixa e quem ama sem alegria.
Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade.
Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida,
escondida, fugidia ou impossível de durar.
Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas,
do carinho escondido na hora em que passa o filme,
de flor catada no muro e entregue de repente,
de poesia de Fernando Pessoa,
Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar,
de gargalhadas quando fala junto ou descobre a meia rasgada,
de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia
ou mesmo metrô, nuvem, cavalo alado,
tapete mágico ou foguete interplanetário.
Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado,
fazer sesta abraçado, fazer compras junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor,
nem ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele,
abobalhados de alegria pela lucidez do amor.
Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e do amado e sai com ela para parques, fliperama,
beira d´agua, show de Milton Nascimento,
bosques enluarados, ruas de sonho ou musical do metrô.
Não tem namorado quem não tem música secreta com ele,
quem não dedica livros, quem não recorta artigos,
quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado.
Não tem namorado quem ama sem gostar,
quem gosta sem curtir, quem curte sem se aprofundar.
Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto
de ser lembrado de repente no fim de semana,
de madrugada ou no meio dia de sol em plena praia cheia de rivais.
Não tem namorado quem ama sem se dedicar,
quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações,
quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.
Não tem namorado quem não fala sozinho,
não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre
e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos,
ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar.
Enfeite-se com margaridas e ternuras
escove a alma com leves fricções de esperança.
De alma escovada e coração estouvado,
saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.
Acorde com gosto de caqui
e sorria lírios para quem passar debaixo de sua janela.
Ponha intenções de quermesse em seus olhos
e beba licor de conto de fadas.
Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta
e do céu descesse uma névoa de borboletas,
cada qual trazendo uma pérola falante
a dizer frases sutis e palavras de galanteria.
Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu
aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar
e de repente começar a fazer sentido."

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 19 de dezembro de 2009

Minha linha, minha cruz


"No cemitério, as cruzes
as folhas mortas do outono
na cidade, as luzes
sob elas tenho meu sono
sonho com tudo que fui um dia
vejo defeitos e rabiscos
descubro que nada mais seria
como era, sem riscos
tudo transformado
os versos tortos
em um novo formato
não mortos
nem fixos
os poemas prolixos
apenas
foram pro lixo"


Cada um tem a sua linha e a sua cruz. A linha é a cruz que você carrega e a cruz é a linha que você desenvolve, alinha ou desalinha, afina ou desafina. Tudo depende principalmente de você,. Ainda que outrem possam ajudar ou atrapalhar a sua jornada, o fator determinante é interno, não externo. No meu caso, eu estou sempre no terreno da dualidade, entre o objetivo e o subjetivo, o bizarramente grande e o nanoscópico. Eu sou a engrenagem do meio. É isso mesmo. Tem gente que está lá nas profundezas. Outras pessoas estão nas alturas, mas eu prefiro ficar entre todas e não ser visto por ninguém. Prefiro o silêncio e com ele me alinhar.

Fui negligente por muito tempo e acordei somente há pouco. Não surpreendentemente, a engrenagem estava enferrujada, pela falta de uso e também de limites. Tudo era uma luta, uma batalha, e eu ficava na estagnação. Agora as palavras fluem em mim e eu através dela, mas custou um bocado... E o mais custoso foi descobrir que, apesar de sermos seres ilimitados, a imposição de limites bem definidos é crucial para para não escorregar na trilha da evolução.

A minha linha maior é a arte, a transformação através da criatividade. Aprecio jogar com as palavras , sejam elas escritas ou faladas. Adoro brincar com trocadilhos e sinônimo/ antônimos. E convenhamos, nada mais divertido do que uma escaramuça vocabular, certo? Desenhar formas animadas e inanimadas, coloridas ou não, me preenche de entusiasmo.

E a minha cruz? Se chama Samsara.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

The secret dialogue




- Tá ligado? Tá ligado?
- Tô ligando!
- Liga, liga!
- Desliga?
- Não! Liga, liga! Rápido!
- Tô ligando...
- Ligou?
- Liguei!
- Tá funcionando?
- Por que tanta pressa, meu?
- Dizem que dá pra ver o futuro.
- Ih! É isso? Esquece... Ver o futuro é ilusão!
- Por quê?
- Aqui você só vê aquilo que deseja, não o que vai acontecer.
- E como faz então?
- Pra ver acontecer tem que fazer. Não adianta só querer.
- Mas por que diabos essa coisa mostra só o que a gente deseja, e não o que será? Assim não serve de nada.
- Pra mostrar que primeiro precisa querer, mas só isso não basta.
- Entendi...
- Quem não quer não realiza. Quem não realiza não é. Quem não é não existe.
- Isso que é Magia?
- Você não sabe?
- Eu acho que é.
- Quem fica achando demais não acha nada. Tenha certeza. Seja firme!
- Pode me explicar?
- Magia é o poder transformador da mente e do espírito sobre a realidade material. Daí vem a palavra realizar. Significa tornar real, tangível. Até pra quebrar a magia precisa saber o que Ela é.
- E qual é a maior de todas as magias?
- O silêncio.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Silencioso eu chego no jardim



"Há coisas que não devem ser escritas,
Há coisas que não devem ser faladas..."


Nós ficamos nove meses em silêncio e assim crescemos, nos desenvolvemos. Já chegamos a este mundo dando um berro, um choro... Não sei se de alegria ou de assombro. Que tal lembrarmos de quando ainda éramos um feto e mergulharmos nesse silêncio altamente nutritivo ao nosso espírito? Pois bem, cada um que contemple o jardim de flores silenciosas que há em si.